Arquivo mensal: setembro 2012

Androginia e transsexualidade

Estamos diante de dois temas que, quando juntos, costumam causam furor. Mas toda decisão é pessoalíssima e nem sempre ela é compreendida. A androginia para muitos significa estar no muro e a transsexualidade significa cruzá-lo. Não é exatamente “só” assim.

A androginia quando comparada com a transsexualidade (ok, na verdade são incomparáveis) significa um estado intermediário. Ela:

  • nem sempre requer mudanças físicas – muitos nascem andróginos;
  • nem sempre é acompanhada de disforia de gênero;
  • nem sempre requer que a pessoa seja dúbia fisicamente.

Há vários “tipos” de androginia e eles usualmente são abusados. Só que o grande denominador comum é que a pessoa tem de acumular uma proporção parecida de características femininas e masculinas. Mesmo não sendo possível quantificar qual é essa proporção, temos alguns clichês e situações exemplo onde isso é identificável:

  • a moça tomboy, o menino metrossexual, etc;
  • a menina jogadora de futebol que faz as unhas, joga videogame e usa saias;
  • o homem másculo que é carinhoso, sensível e chora.

Repito, são exemplos. O que importa: a androginia não é exclusivamente expressada pelo corpo. Muitos outros componentes entram nesta equação.

A transsexualidade é uma palavra mais específica à mudança de gênero. Portanto, pelo menos requer que a pessoa mude de gênero ou a sua apresentação quanto a ele.

Também: pode ser que uma pessoa transsexual seja ou se apresente como andrógina. Como a androginia tem várias facetas, é perfeitamente possível que um antes homem mude de gênero, apresente-se como mulher, mas seja andrógina. Ou, parafraseando o começo do texto, você pode cruzar o muro para ficar do lado de lá dele.

Estes caminhos devem andar juntos. E, de novo, a gente já encontra muitas palavras negativas lá fora. Aqui não!

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Roupa(gen)s

E as roupas?

As pessoas andróginas geralmente sentem-se mais confortáveis para usar roupas do gênero oposto. Estão em um espectro muito amplo da “não-conformidade” e os looks dos artistas na galeria de Personalidades de aparência andrógina de uma certa forma confirmam isso. É claro que nós, pessoas comuns, também podemos nos vestir da forma que melhor acharmos.

Provavelmente você vai sentir vontade de usar, se não o guarda-roupa inteiro, algumas peças do gênero oposto. É claro que ter vontade não significa necessariamente ter coragem. Mas se você tem bastante medo para arriscar, tenho algumas sugestões:

– se você for menina, provavelmente vai cortar as unhas mais curtas (geralmente esse pensamento vem bem cedo). É possível fazer isso sem “chocar a sociedade” (oh!). Usar uma camiseta mais folgada, quem sabe masculina? Pouca gente percebe a diferença. Ou até uma camisa. Menos enfeites, talvez. Você vai encontrar o tom, mas a dica é, nesse caso, ir devagar.

– se você for menino, pode fazer talvez o contrário. Deixar as unhas crescerem mais um pouco (?). Usar roupas mais acinturadas. Mais ou menos o contrário do que a menina faria. E eu estou deixando o cabelo crescer.

Eu já usei o vestuário todo com peças vendidas para o sexo oposto, com exceção das roupas de baixo (não tenho esse fetiche)  e ninguém, que eu saiba, percebeu. Bem, eu não radicalizei. Usei uma camiseta de cor bem feminina por baixo de uma camisa, por exemplo. Não questionaram nada, porque eu já vinha vestindo peças mais diferentes. Aí as pessoas só pensaram que tenho mais interesse por moda.

As roupas são, se você não cruzar a fronteira, algo completamente reversível na sua vida, caso você se arrependa depois. São uma boa forma para você testar se realmente quer isso, porque muda a maneira com a qual você interage, mesmo que intimamente, com a sociedade. No meu caso, eu ando com muito mais confiança na rua – e isso porque eu não estou usando roupas 100% femininas.

Personalidades de aparência andrógina

PS: A pessoa ter uma aparência andrógina não significa que ela se identifique como uma pessoa andrógina ou que tenha esta identidade de gênero.

Sobre o medo nas ruas

Li uma postagem da Lola Aronovich sobre a mulher ter medo de estupro nas ruas, sobre a constante observância que ela passa quando andando. Ela linkou o texto da Melissa McEwan sobre a cultura do estupro. Citando o original:

Iain has noted before that no cis straight man is really as disconnected from rape culture as so many of them assert themselves to be, that most men have experienced a lone woman quickening her pace on a sidewalk ahead. Some men use that as an opportunity to empathize with the woman. And some of them use that as an opportunity to get angry with her for “treating me like a rapist.”

Lola postou a seguinte parte:

[…] A maioria dos homens já passou pela experiência de ver uma mulher sozinha andar mais rápido por ele estar atrás dela. Alguns homens usam isso como oportunidade para empatizar com a mulher. E alguns usam isso como oportunidade de ficar bravo com ela por ela ‘estar me tratando como um estuprador’.

Não sei quanto a vocês, mas hoje eu me sinto um pouquinho mais frágil quando andando e me identifiquei nesse texto porque olho, mais que antes, para trás e o outro lado da rua, principalmente à noite. Provavelmente esse medo é de uma possível outra violência que não o estupro, mas é bem relacionada.

Quer enfrentar a sociedade, dar explicações para um monte de gente?

Este texto é um questionamento de “O Início” (categoria Começando). Se não o fez, leia-o para entender o contexto deste post.

É. Pode ser que você tenha decidido alterar a sua “forma”. Aí, existe logo a pergunta: e agora? O que vou dizer para as pessoas? Como elas vão encarar? Enfrentarei preconceito? E meus amigos? Meus parentes? Perderei amigos, parentes? Será que eles vão compreender o que se passa comigo?

Em geral, a sociedade funciona com caixinhas. Se não for possível (como às vezes não é na androginia) te encaixar em alguma, pode ser que as pessoas não entendam a mensagem que você quer passar. E entendo, pode ser que você não necessariamente queira passar uma, porque às vezes é difícil transparecer esse questionamento.

Algumas pessoas compreenderão e pode ser que você se surpreenda com as palavras. Frases como “sempre imaginei que você fosse isso que você está dizendo” ou “estava só esperando você me dizer” podem vir. Com outras pessoas pode ser mais difícil – você pode encontrar frases mais duras ou até chantagens emocionais. Mas provavelmente existirá quem vai te entender.

O que é mais importante aqui é lembrar que, se você quer passar por essas mudanças e a sociedade vai perceber (em alguns casos, você pode simplesmente deixar como está), haverá quem compreenda e quem não. De novo, neste caso somente você sabe como agir.

Se quer apresentar-se como andrógino, quer mudar o seu corpo para isso?

Este texto é um questionamento de “O Início” (categoria Começando). Se não o fez, leia-o para entender o contexto deste post.

Pode ser que seu corpo não te satisfaça, digamos assim. Que você tenha nascido com algum questionamento interno: sou feliz assim? No espelho, queria ser diferente mesmo? A quem eu quero parecer? Minha essência é diferente do que vejo?

É um grande, enorme acontecimento chegar a uma conclusão dessas, de que seu corpo não se traduz exatamente no que você vê. Um descompasso da imagem externa com a imagem externa. E aí você precisa ter certeza. Não é uma certeza que alguém vai te contar. Já perguntou-se ao espelho “é isso mesmo”?

Há muitas possibilidades para se chegar a essa conclusão. É por luxúria? Por uma questão estética? Porque você não é você sendo assim e se fosse diferente seria melhor? Cada um tem seus motivos e elenca o que lhe é mais importante. Sei que não cabe a “nós” dizer que não, não faça por luxúria; não, tenha certeza de que é porque você não é assim e que deve ser diferente.

Novamente, não nos cabe o julgamento. De novo, já julgam a nós muito lá fora. Só tenha a certeza, porque pode ser irreversível. E, em muitos casos, é. Recomendo que você recorra a outras pessoas profissionais para te ajudar, quem sabe para até esclarecer na sua mente de que é isso mesmo (ou não).

Até quando ou quanto?

É mesmo! Tem uma certa ordem de acontecimentos – afinal, seu corpo e sua mente mudarão. E nesse caso você provavelmente vai precisar definir algo como:

  • é até você ficar no caminho do meio e continuar se apresentando como deste sexo para a maioria das pessoas… (algo como FtA ou MtA)
  • ou apresentar-se como do sexo oposto e pairar no meio? (algo como FtMtA ou MtFtA)

E pode ser que você esteja confortável com a sua aparência. Neste caso, provavelmente você não está lendo esse texto. 🙂

O próximo questionamento (quer enfrentar a sociedade, dar explicações para um monte de gente?) tem um pouco a ver com este.

Quer apresentar-se como andrógino para a sociedade?

Este texto é um questionamento de “O Início” (categoria Começando). Se não o fez, leia-o para entender o contexto deste post.

Então, como mostrar-se para a sociedade? É bem diferente de contar para os amigos. A não ser que você trate “a sociedade” como os amigos também, mas certamente não é fácil contar para todas as amizades. E decidir se isso vai ser discreto, gradual ou direto, reto. O que será?

A sociedade espera muito de nós. Na trincheira só entram dois gêneros: masculino e feminino. E diz que o homem tem de vestir suas roupas, a mulher outras. Que é preciso sentar assim, andar assado. Mas e quando você quer ser um pouquinho de cada? Nem que seja no meio da multidão, não é difícil achando que as pessoas vão perceber?

Vi que as pessoas, em geral, não percebem muita coisa. Parte do que nos protege também é o preconceito. Como as pessoas já olham esperando um “sexo” quando olham para alguém, assumem que aquelas vestimentas, a não ser que sejam muito diferentes, são desse gênero ao qual te associaram quando te viram.

Querendo experimentar: se você for para a sociedade alguém do gênero masculino, use uma camiseta feminina que não fique muito apertada. Ou se alguém do gênero feminino, o contrário (a não ser que seus peitos não o permitam, aí é necessário pensar numa estratégia como binders, tops apertados). Provavelmente pouca gente vai notar a diferença. Vão assumir que você é o que eles já conhecem de você.

Na sociedade, muito é um experimento. Se tudo for gradual, pode ser que um dia você vista todo o seu look com peças destinadas ao gênero oposto e ninguém exatamente perceba – aconteceu comigo.

Pode ser que você já seja alguém que confunde as pessoas. Se você tem essa sorte, é mais fácil de experimentar. Sendo homem, tendo mais curvas, e sendo mulher, menos, basicamente.

Afinal, a androginia em geral refere-se ao caminho do meio. É necessário dizer que é possível parecer mais andrógina mesmo se for uma mulher com busto avantajado ou um homem com muita barba ou muitos pelos. Mas claro, daí não será vista como uma pessoa “naturalmente” andrógina. É possível que você decida recorrer a meios mais drásticos, se o que você vê no espelho não te satisfaz.

A mulher pode querer diminuir os peitos usando um top apertado e roupas mais folgadas para disfarçar quadris e cintura. Quem sabe alterar o tom de voz, o jeito de falar, não rebolar ao andar.

O homem pode querer raspar os pelos e a barba ou até removê-los permanentemente. Emagrecer, usar roupas mais femininas, exercitar-se para perder cintura.

Algumas pessoas podem querer complemento hormonal. Outras ficam felizes sem ou têm sorte e o corpo é andrógino ou próximo. Novamente, cabe a cada um saber o que traz a felicidade.

Aqui eu não vou dizer nada do que você tem de fazer para apresentar-se diferente à sociedade. Você conhece bem seu círculo – se não conhece, deve fazê-lo. É imprescindível que você conheça todos ao seu redor. Aí você saberá o que e como experimentar.

A vida é um playground. Saiba descer para ele!

Comente, conte sua experiência com a sociedade. Acredito que todos nós podemos nos beneficiar. Como disse, farei daqui um compilado. Conte sua história!

Você quer que a androginia permaneça somente dentro de você?

Este texto é um questionamento de “O Início” (categoria Começando). Se não o fez, leia-o para entender o contexto deste post.

A primeira pergunta deve ser essa, eu imagino. Porque o questionamento real deve partir de dentro. Antes de tudo, acho que a gente não muda tudo começando por fora. Senão, o sofrimento pode ser muito grande. Principalmente quando vamos enfrentar o que somos, toda mudança, creio, deve partir de dentro de nós.

Se o lado externo, plástico, estético é para você muito, mas muito mais importante que isso, provavelmente você não está lendo este texto. 🙂

Você acha que deve envolver outras pessoas nisso? Para muitos, acho que começa como um grande segredo que não se sabe como as outras pessoas vão reagir se souberem que ele existe. Parece que estamos com um enorme dragão dentro de nós e que temos de segurar para que ninguém perceba. E aí a gente tem de decidir se vai deixar ele gritar ou não.

Um breve PS: é claro, esse questionamento também serve para as pessoas trans, mas concentro os esforços para que nos identifiquemos mais. Em linhas gerais, pensamos coisas parecidas porque tudo requer grandes mudanças, grandes reflexões. E outro PS: existem pessoas trans andróginas.

Um monte, mas um monte mesmo, de coisas vêm à cabeça. Se a família vai aprovar, se um relacionamento vai abaixo, se os amigos vão continuar confiando. Aqui não é um lugar onde vamos reprovar ou aprovar alguma coisa. Estamos aqui para refletir, então cabe lembrar todas as possibilidades. Quando um dragão resolve falar dentro de nós, é bom pensarmos um pouco antes de abrirmos a boca porque o dragão você não controla.

Costumo dizer que os amigos continuarão amigos, relacionamentos podem (re)começar, mas família é sempre um calo para muita gente – a não ser que não se haja muito vínculo, só que somos um povo calorento e os vínculos familiares costumam ser fortes. Então acredito que esse pensamento seja mais ou menos o mesmo.

Já que de alguma forma estamos no mundo para nos descobrirmos, pode ser que algumas dessas relações acabem mesmo, caso decidamos soltar o dragão. Aí cabe medir as consequências. Se você realmente deseja, esteja com a plena convicção (onde “plena”, claro, varia de pessoa para pessoa). Se você quiser simplesmente medir o terreno, acho que você deve escolher alguém que não vai te machucar.

Acho perfeitamente normal passarem anos até tomarmos coragem, porque é uma coisa que não se encaixa em molde algum. Perguntam: “mas você quer virar (insira homem / mulher aqui)?” ou “então você é (gay / lésbica)?”

Outro breve PS: a disforia de gênero nada tem a ver com a sexualidade. Você pode ser um homem andrógino e gostar de mulheres. E uma mulher andrógina e gostar de homens. É normal.

Depois algumas pessoas até perceberam que era isso mesmo, sempre me viram assim mas não sabiam do que se tratava. E muita gente acaba nascendo assim, seja lá qual for o motivo. O motivo eu acho que não nos cabe explicar porque é pessoalíssimo. Só nos cabe rodear os meios. Daí, cada um, cada um. Devemos e podemos, sim, é contar nossas experiências e opiniões.

Você tem outros questionamentos? Comente!

O início

Para quem está no… início, como é que foi perguntar como a vida é? E como ela foi, como ela é e como ela deve ser? Não se trata somente de um planejamento no calendário, mas de uma meta com determinados valores a ser alcançada. Se num deles percebeu ser tema central o que é e o que significa gênero para você, pode ser uma razão para você ter chegado aqui.

Um dos símbolos utilizados na androginia é este. Prefiro porque não tem ângulo e ambos diferenciais de cada “identidade de gênero” estão no mesmo lugar. Para que segregar?

Da mesma forma, é o porquê de eu estar aqui. De perguntar quais são os medos, os desafios, o que deve ser mudado, como deve ser mudado. O que é mesmo que eu quero? Só viver? Ou assim não dá? Eu acho que assim não dá. Ou não dava, porque mudei – e por isso resolvi escrever.

Você pode ter começado desde criança. Perguntou-se por que gostava de brincar com brinquedos diferentes ou os “de ambos os sexos”? Tentou vestir outras roupas? Achou outras interessantes ou não descartaria essa hipótese?

Ou pode ter descoberto isso mais para frente. Não se adaptou ao círculo “normal” de amigos? Teve dificuldades para ter os mesmos tipos de amigos que seus “pares”? Ou seus pares eram do outro gênero, quem sabe? Namorou com dificuldade, não viu interesse num relacionamento onde os papéis são bem definidos? Cansou-se de ser homem, mulher na relação? A imagem no espelho não é aquilo que você pensa ver por dentro?

É claro que só um desses questionamentos não vale para “diagnosticar” se você tem alguma disforia de gênero. Nem todos esses, porque somos mais completos e complexos que essas frases. Aliás, formalmente, somente um profissional pode fazê-lo. Se você estiver atrás de um diagnóstico formal, já adianto que não será aqui. Discutimos aqui em grande parte o do nosso sentimento.

Se você já tem segurança sobre o que quer, porque é o que deveria ter sido, pode ser que esteja no início. E começar, nesse caso, é sempre difícil porque é recomeçar, a qualquer idade. De outro ponto que não foi o que nos ensinaram, o que nos repassaram (porque em geral os pais querem a melhor sobrevivência para os filhos). É outro ponto diferente em que vamos descobrir o que somos.

Parto do princípio em que você tenha certeza de que gosta da androginia em si. De que gosta de ambos papéis de homem e mulher na sociedade, na sua casa ou dentro da cabeça. Ou de que gosta de algo no meio do caminho, chamado de floresta de unicórnio no Susan’s Place.

Aí, você tem vários caminhos pelos quais pode seguir. Depende de várias perguntas:

  1. Você quer que a androginia permaneça somente dentro de você?
  2. Quer apresentar-se como andrógino para a sociedade?
  3. Se quer apresentar-se como andrógino, quer/precisa mudar o seu corpo para isso?
  4. Quer enfrentar a sociedade, dar explicações para um monte de gente?

Uma coisa: pode ser que você nunca pense em mudar “por fora”. E, claro, este desejo é puramente seu. Aliás, todo desejo, seja por mudança ou continuidade, deve ser inteiramente seu.

Dependendo das suas respostas, um monte de outras perguntas pode aparecer. Assim, preifro abrir este questionamento dentro de vários tópicos. Podemos colaborar mais se fracionarmos nossos sentimentos e tratá-los como “problemas de matemática”. Não que sejam meros problemas, porque tratamos do que nos é mais caro. Por isso, vamos dar a devida atenção para cada dessas perguntas na categoria Questionamentos.

A apresentação

Oi. Sempre é difícil escrever a primeira palavra.

Falo sobre um tema que muita gente conhece – até na literatura moderna (jornais, revistas, principalmente as editorias de comportamento) – mas acho que não há um lugar em que esse conhecimento seja compilado, discutido e contestado. Então não vou, e sim vamos, abordar.

Pelo que notei, algumas pessoas usam os termos de uma forma mais estrita. Para facilitar, não vamos complicar? Androginia, como um todo, refere-se a um estado ou características de gênero indeterminado. Como citado no Susan’s Place aqui.

Beijos!