O início

Para quem está no… início, como é que foi perguntar como a vida é? E como ela foi, como ela é e como ela deve ser? Não se trata somente de um planejamento no calendário, mas de uma meta com determinados valores a ser alcançada. Se num deles percebeu ser tema central o que é e o que significa gênero para você, pode ser uma razão para você ter chegado aqui.

Um dos símbolos utilizados na androginia é este. Prefiro porque não tem ângulo e ambos diferenciais de cada “identidade de gênero” estão no mesmo lugar. Para que segregar?

Da mesma forma, é o porquê de eu estar aqui. De perguntar quais são os medos, os desafios, o que deve ser mudado, como deve ser mudado. O que é mesmo que eu quero? Só viver? Ou assim não dá? Eu acho que assim não dá. Ou não dava, porque mudei – e por isso resolvi escrever.

Você pode ter começado desde criança. Perguntou-se por que gostava de brincar com brinquedos diferentes ou os “de ambos os sexos”? Tentou vestir outras roupas? Achou outras interessantes ou não descartaria essa hipótese?

Ou pode ter descoberto isso mais para frente. Não se adaptou ao círculo “normal” de amigos? Teve dificuldades para ter os mesmos tipos de amigos que seus “pares”? Ou seus pares eram do outro gênero, quem sabe? Namorou com dificuldade, não viu interesse num relacionamento onde os papéis são bem definidos? Cansou-se de ser homem, mulher na relação? A imagem no espelho não é aquilo que você pensa ver por dentro?

É claro que só um desses questionamentos não vale para “diagnosticar” se você tem alguma disforia de gênero. Nem todos esses, porque somos mais completos e complexos que essas frases. Aliás, formalmente, somente um profissional pode fazê-lo. Se você estiver atrás de um diagnóstico formal, já adianto que não será aqui. Discutimos aqui em grande parte o do nosso sentimento.

Se você já tem segurança sobre o que quer, porque é o que deveria ter sido, pode ser que esteja no início. E começar, nesse caso, é sempre difícil porque é recomeçar, a qualquer idade. De outro ponto que não foi o que nos ensinaram, o que nos repassaram (porque em geral os pais querem a melhor sobrevivência para os filhos). É outro ponto diferente em que vamos descobrir o que somos.

Parto do princípio em que você tenha certeza de que gosta da androginia em si. De que gosta de ambos papéis de homem e mulher na sociedade, na sua casa ou dentro da cabeça. Ou de que gosta de algo no meio do caminho, chamado de floresta de unicórnio no Susan’s Place.

Aí, você tem vários caminhos pelos quais pode seguir. Depende de várias perguntas:

  1. Você quer que a androginia permaneça somente dentro de você?
  2. Quer apresentar-se como andrógino para a sociedade?
  3. Se quer apresentar-se como andrógino, quer/precisa mudar o seu corpo para isso?
  4. Quer enfrentar a sociedade, dar explicações para um monte de gente?

Uma coisa: pode ser que você nunca pense em mudar “por fora”. E, claro, este desejo é puramente seu. Aliás, todo desejo, seja por mudança ou continuidade, deve ser inteiramente seu.

Dependendo das suas respostas, um monte de outras perguntas pode aparecer. Assim, preifro abrir este questionamento dentro de vários tópicos. Podemos colaborar mais se fracionarmos nossos sentimentos e tratá-los como “problemas de matemática”. Não que sejam meros problemas, porque tratamos do que nos é mais caro. Por isso, vamos dar a devida atenção para cada dessas perguntas na categoria Questionamentos.

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