Arquivo mensal: outubro 2012

Androginia, feminilidade, masculinidade?

Uma pergunta aparece quando questionamos o que é “andrógino”. Será que é necessário abater todas as características femininas e masculinas para alguma coisa poder se intitular “andrógina”? A gente é condicionado pela sociedade a pensar que tudo tem sua definição masculina ou feminina. Algumas coisas são claramente de um ou outro gênero. Mas e o resto?

Quando você vê uma pessoa realmente dúbia, “prefere” ver que é alguém masculino travestido de feminino, o contrário ou simplesmente não dá nome? E quando há algo masculino, mas com toques igualmente femininos, que “nome” isso ganha? Há um espectro muito grande por onde o conceito da androginia pode pairar.

Em alguns casos, algumas pessoas também tem preconceitos dentro da nossa comunidade. Se alguém não está no conceito de beleza que achamos “legal”, pode ser que cometamos o erro de falar “ah, que (masculino/feminino) de tão feio/a”. Que digamos exagerado, exacerbado, fútil, qualquer nome. Mas e a gente? Não defendemos a liberdade?

Como fica a liberdade? Creio que a androginia deva ser inclusiva, e não exclusiva. Já há muito para que as pessoas se excluam. “você é muito masculina!” “que boiola” são algumas das frases que lembro. Pra que?

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